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Cisnes Negros nos Mercados

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Publicado no Diário Económico de dia 28 de Março 2011

Cisnes negros nos mercados

Por André Ribeiro

No final de Março o topo dos 1.343 pontos no S&P 500 a 18 de Fevereiro mantém-se. Após o desencadear de eventos no Japão do dia 11 de Março os índices bolsistas apresentaram fortes quedas. Isto foi seguido de correcções dentro da tendência impulsiva de queda, que são retrocessos habituais.
As condições geopolíticas continuam a apresentar um alto risco e o destino das bolsas tem muito a ver com como os bancos centrais injectarem liquidez nos sistemas. Quanto, quando e para quem são lançadas as injecções tem um impacto profundo nos mercados, tal como os eventos de alto risco que nos deparamos nesta economia global interdependente.
Para quem acompanha os mercados diariamente, pode por vezes encontrar semelhanças com uma bailarina louca. Os ‘defaults’ das dívidas soberanas, terramotos, tsunamis e acidentes nucleares. O contágio de guerras civis nos países produtores de petróleo e quem sabe o que mais está para vir. O mercado ‘bear’ está a voltar a despertar e irá ganhar a guerra contra os bancos centrais.

Nos EUA a Fed irá ter que terminar com os seus programas de ‘quantitative easing ’ mais cedo do que esperaria como resultado da desvalorização do dólar norte-americano que caminha para o colapso. Vai ser nesse momento que um forte declínio das bolsas irá ocorrer. Este cenário vai ser apoiado pela subida das taxas de juro nos próximos meses e anos para tentar conter a inflação.

David Hume disse que “nenhuma quantidade de observações de cisnes brancos pode permitir a inferência que todos os cisnes são brancos, mas a observação de apenas um cisne negro é suficiente para refutar essa conclusão.” Nassim Taleb popularizou o conceito de cisne negro, sobre a possibilidade de algum evento ocasional e inesperado poder ter um impacto significativo no mercado financeiro.

Em 2011 os cisnes negros já começaram a aparecer. O petróleo continua a reflectir a incerteza e os constrangimentos da oferta que se depara com uma procura crescente. Com o abrandamento do nuclear, podemos contar com energia mais cara.

Do outro lado do mundo, investidores na China e Índia que não confiam em investimentos de papel para reserva de valor, estão a converter o seu dinheiro de papel em ouro e prata físicos. Isto já acontece há séculos, mas está agora a acelerar e a empurrar os metais preciosos para novos máximos em 2011.


O ouro está agora em máximos de sempre dirigindo-se para os 2.000 dólares por onça. A pra- ta está a fazer novos máximos e continua também na tendência de alta, podendo nos próxi- mos meses atingir os 50 dólares por onça, seguindo-se preços superiores nos próximos anos para se tornar um dos melhores investimentos desta década. ■

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