Quinta, 13 Maio 2010 00:00

por João César das Neves*
Portugal em grave crise económico-financeira, assustado, desanimado, desorientado. A Igreja perseguida e amordaçada.
Passados 93 anos, a crise de então foi ultrapassada e esquecida, a Igreja conseguiu a liberdade e Portugal encontrou o rumo. Desenvolveu-se, democratizou-se, aderiu à Europa. Os terrÃveis sustos que na altura nos dominavam esfumaram-se. Mas a visita de 13 de Maio de 1917 permaneceu. A sua mensagem ressoou por todo o Mundo e marcou a vida da humanidade.
Hoje Portugal vive uma crise económico-financeira, menos grave mas igualmente assustadora, desanimante, desorientadora. A Igreja sofre os ataques da legislação contra a famÃlia. A confusão polÃtica e a decadência de valores são visÃveis. Esta situação merece-nos agora uma nova visita, aliás motivada pela primeira.
No meio de tantos problemas que nos dominam e parecem engolir-nos, esta visita lembra-nos o essencial, aquilo que perdurará ao longo de séculos. Como disse o Papa nas últimas palavras antes de ser Papa: «A única coisa que permanece eternamente é a alma humana, o homem criado por Deus para a eternidade. O fruto que permanece é, portanto, aquilo que semeámos nas almas humanas - o amor, o conhecimento; o gesto capaz de tocar o coração; a palavra que abre a alma à alegria do Senhor» (Homilia do cardeal Ratzinger no inÃcio do Conclave, 18 de Abril de 2005).
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*João César das Neves é professor na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais (FCEE) da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa.
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Publicado no Destak dia 13 de Maio 2010
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