A Próxima DepressãoPublicado no Expresso Economia de dia 21 de Março 2008 Em períodos de estagflação, a bolha está nas matérias-primas Por André Ribeiro Para sair do «crash» bolsista do ano 2000, os bancos centrais au... Artigos na Imprensa | Sexta, 29 Maio 2009 Continuar... |
Terça, 03 Agosto 2010 00:00
Os índices bolsistas americanos subiram em Julho. Nas próximas semanas a minha análise aponta para a forte probabilidade de uma queda significativa das bolsas que levará a que partam os mínimos de 2010.
O euro recuperou significativamente face ao dólar.
Os metais preciosos estão a ter uma correcção tal como antecipado na newsletter anterior.
A crise do crédito continua a Fed e o BCE continuam a apoiar bancos e outras instituições financeiras injectando dólares e euros que valem cada vez menos em termos reais. Estes bancos centrais estão a tentar aguentar o sector financeiro, até chegar o momento em que se deixará o mundo entrar numa depressão deflacionária.
Muitos dos maiores bancos mundiais estão insolventes e mantê-los a funcionar tem sido a prioridade dos bancos centrais.
Na Europa os testes de stress, ou testes da farsa, mostraram que aparentemente quase tudo está bem.Se a liquidez com que o BCE está a apoiar as instituições financeiras, for retirada, tudo vem abaixo. Ainda estamos numa severa crise sem solução à vista.
Esta crise foi causada em parte pelos problemas do subprime nos EUA, mas também pela expansão do crédito na zona euro, que começou no início da década passada. As taxas de juro cairam nos últimos dez anos, com a percepção de que a dívida da zona euro seria de igual qualidade à dívida alemã. Mas isto não funcionou e o que aconteceu é que a Alemanha acabou por aguentar todos os outros membros, especialmente no que toca aos défices da balança de pagamentos.
A dívida continua a devorar países, especialmente na Europa, em Inglaterra, Japão e EUA. Alguns países iniciaram programas de austeridade e cortes, cada um tem a sua fórmula.
% Previsto do PIB em 2010 | |||
|---|---|---|---|
| Fonte: JP Morgan | |||
| Desenvolvidos | |||
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United States | 92.4% | 30.6% |
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Japan | 197.2% | 30.1% |
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United Kingdom | 83.1% | 36.1% |
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Germany | 77.1% | 12.1% |
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France | 83.0% | 19.2% |
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Italy | 118.4% | 14.9% |
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Greece | 133.4% | 37.7% |
| Emergentes | |||
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Russia | 7.9% | 0.5% |
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South Africa | 38.2% | 9.3% |
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China | 19.0% | -2.7% |
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India | 41.1% | 0.2% |
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Brazil | 61.7% | 2.9% |
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Turkey | 49.0% | 1.9% |
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Indonesia | 32.5% | -3.8% |
Vários governos tentam aguentar ao máximo as subidas significativas de impostos, pelo menos até às próximas eleições.
As injecções de dólares americanos e euros, têm estado a sustentar os indíces bolsistas e até ajudaram a algumas recuperações nas últimas semanas.
Temos referido no blog BonsInvestimentos.com que esta subida dos últimos meses das bolsas foi enquadrada num mercado em queda.
O público começa a aperceber-se e a confiança diminui. Isto é reflexo de um desemprego a crescer e salários e poder de compra em diminuição continuada.
Faltam três meses para as eleições do congresso americano, até lá há que convencer o povo que tudo está bem.

O imobiliário está numa depressão de longo prazo. Os EUA têm agora um inventário de casas por vender de 3 anos, quando o normal são quatro meses. Milhões de casas valem menos do que o valor da sua hipoteca e o mais provável é que assim continuem durante muitos anos. Com o desemprego a crescer, há cada vez menos compradores de casas. Cerca de 18,9 milhões de casas nos EUA ficaram vazias durante o segundo trimestre, segundo o US Census Bureau.
Os presidentes dos bancos centrais e os governantes continuam a não apresentar soluções eficazes. Porque querem evitar as falências no sector financeiro.

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