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The Big Picture - Fevereiro 2011

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Os índices bolsistas americanos subiram e o ouro e a prata corrigiram em Janeiro. O dólar caiu e o petróleo atingiu máximos de 2 anos.

As injecções de liquidez dos bancos centrais estão a traduzir-se em inflação crescente.

Os estados de providência estão a ruir, as dívidas acumulam-se a cada dia que passa. Bandeiras vermelhas em vários países europeus e outros.


Muitas economias estão a ser geridas por e para interesses corporativos. É o fascismo corporativista. Poucos o chamam assim, mas é o que é. Os orçamentos estão descontrolados, com dívidas e défices insustentáveis. E nem assim se conseguem fazer as reformas e mudanças necessárias. Tenta-se esticar a corda, só que chega o mommento em que a corda não estica mais. Quando os credores se fartam, o risco é demasiado alto e o peso é tanto que os salvadores, precisam de ser salvados. Acabam-se os resgates.

A Alemanha não aguenta salvar os 6 países insolventes (PIIGS+Bélgica) da zona euro, sem se tornar ela própria insolvente.

Começa-se a verificar que mesmo com taxas de juro a serem aguentadas em mínimos históricos as economias não estão a conseguir crescer. O crescimento está na dívida, no desemprego e nos preços.

Na Europa, há várias bandeiras vermelhas. A Grécia não tem competitividade e tem um sector público pesado, Portugal na mesma e ambos com economias que ficam cada vez mais para trás. A Irlanda tem demasiada dívida e estava a ir na direcção de um estado mais social. A economia espanhola não tem diversidade e foi destruida pela taxa de juro única.

Porque é que isto aconteceu? Porque os bancos emprestaram à grande, tudo o que foi preciso. Alavancaram-se ao máximo, emprestaram o que tinham e o que não tinham, criando liquidez excessiva. Os bancos jamais deveriam ter emprestado tanto, agora estão cheios de más dívidas e em vez de irem à falência, exigem ser resgatados.

Os bancos deviam ir à falência. Arriscaram e perderam. Não deveriam ser os contribuintes que têm de pagar essas más decisões. Quanto mais cedo esta realidade for encarada, melhor.

As revoluções começam quando os preços da comida disparam e os povos começam a morrer à fome.

Em Janeiro houve correcções no preço de algumas matérias primas, enquanto outras continuaram a subir. Após o bull market de uma década nos metais preciosos é natural que hajam correcções e algumas podem ser fortes. Na minha opinião são oportunidades de compra. Não há nenhuma bolha nas matérias primas que estiveram com preços deprimidos durante décadas. E alguns movimentos de curto e médio prazo são originados de forma pouco natural, ou seja, não apenas pela oferta e procura, mas com intervenção humana e interesses financeiros.

O Ouro tem estado a subir de preço na última década  e está a desafiar o dólar americano pela supremacia como a moeda de reserva mundial.

A inflação está de novo à vista dos investidores, as empresas são forçadas a subir os preços, mesmo após terem já subido os preços anteriormente muitas vezes reduzindo o tamanho dos pacotes. Os fabricantes pensam que enganam os consumidores, mas não.

Os custos das matérias primas estão a subir e vão continuar, tal como a inflação o que fará com que o Ouro e a Prata valorizem para reflectir a perda de poder de compra do público e de valor de todas as moedas de papel.

Poderemos assistir a períodos de subidas dramáticas nos metais preciosos. Os cisnes negros podem aparecer em breve.

 



Os próximos anos vão ser bons para quem tem metais preciosos. Segundo a minha análise, a médio e longo prazo, o ouro e a prata vão continuar a valorizar. No curto prazo poderemos assistir a algumas correcções.

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