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The Big Picture - Junho 2010

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Os índices bolsistas corrigiram fortemente em Maio. A tragédia Grega continua. O euro em mínimos multianuais.

Desde 2002 que temos recomendado a compra de Ouro, tem sido o único activo a subir consistentemente nos últimos 10 anos e também nos últimos meses e semanas.

O Ouro em Maio passou os 1.000 euros por onça.


A tragédia Grega continua com o FMI e outros a lançarem ajudas não só à Grécia como a todos os PIIGS.

A Inglaterra recusou-se a contribuir porque também está falida, os EUA emprestaram. A Grécia está a rolar a sua dívida antiga para aguentar os bancos. Já Espanha, Portugal, Irlanda e Itália estão a tentar fazer o mesmo. Os outros países da zona euro perguntam-se para quê ajudar estes países, para eles salvarem os seus bancos.

O crescimento anualizado nos EUA é agora de apenas 1,3% tendo caído dos 6,5% no quarto trimestre do ano passado. Para haver sequer uma recuperação dos niveis anteriores, o crescimento teria de ser bem superior.

O indíce do dólar americano no final do ano passado estava a lutar com minimos nos 74 pontos. A crise no euro foi muito conveniente e rápida. Deste Outubro do ano passado que grandes bancos em Nova Iorque estavam a acumular dólares, porque sabiam o que se ia passar.

Está-se a criar dinheiro do ar, para emprestar à Grécia e salvar os bancos europeus. Tanto o Banco Central Europeu como a Fed americana estão a criar ainda mais moeda. Os contribuintes é que pagam.

E com tudo isto, o preço do Ouro continua a subir. Há vários factores que estão a ajudar. Já se fala que no mercado negro na Grécia se está a transaccionar Ouro 40% acima da sua cotação.

 

É interessante observar também que o downgrade pela Fitch no dia 28 de Maio do rating de crédito de Espanha, de AAA para AA+, foi feito numa sexta feira, após o fecho das bolsas europeias e na véspera de um fim de semana prolongado em Inglaterra e nos EUA. Demasiadas coincidências.

A divida soberana é agora o novo subprime. Podemos assistir a um efeito dominó, com os juros das obrigações dos países mais fracos a afectarem os países europeus mais fortes e aos EUA e Inglaterra. Continuando assim o problema vai-se espalhar por todo o mundo.

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