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The Big Picture - Março 2011

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Os índices bolsistas americanos subiram pelo terceiro mês consecutivo em Fevereiro. O ouro valorizou para muito próximo dos seus máximos de sempre e a prata fechou em máximos de 30 anos. O dólar caiu e o crude west texas tocou os $100.

As injecções de liquidez dos bancos centrais estão a traduzir-se em inflação crescente.


O mundo está inundado de dólares americanos e isso está a refletir-se no indíce do dólar o USDX, que representa as seis principais moedas versus o dólar.

As moedas de papel continuam a deteriorar-se face ao ouro e prata a um ritmo crescente, como a supressão do preço dos metais preciosos a ser conquistada.

A dívida e a inflação vão gerar mais tensões, à medida que vamos avançando. Os governos sabem que têm de cortar na Segurança Social e retirar benefício não induz confiança nos cidadãos. Ainda aí vêm mais cortes.

As taxas de juro estão a começar a sua escalada devastadora no futuro, que será acompanhada por uma queda do dólar e mais subidas nos metais preciosos.

É difícil fazer projeções para o futuro, porque não sabemos onde irão as taxas de juro. É provável que subam e bastante, vai chegar o momento em face à inflação fora de controlo em que será impossível manter as taxas de juro em niveis historicamente baixos como estão. Já estamos a assistir ao levantar de algumas taxas, como em Portugal.

As taxas mais altas, que são inevitáveis, vão gerar o caos nos orçamentos dos governos endividados e nos juros que têm que pagar. Em muitos deles, o aumento dos impostos e o corte do défice, apenas servem para atenuar o ritmo de crescimento da dívida.

Com taxas de juro altas, o sector financeiro terá problemas, nomeadamente os bancos, os hedge funds e os fundos de private equity. O custo dos empréstimos e da alavancagem será proibitivo. Assistiremos a muitas falências. Haverão semelhanças com o início dos anos 1930, com o aumento do ouro e da prata e um colapso total nos padrões de vida.

Fonte: Dow Theory Letters




Fonte: Domhoff

Poucos se apercebem do que está a acontecer, mas estamos a viver no colapso dos sistemas monetários fiduciários, ou seja, baseados na confiança.

O Ouro tem estado a subir de preço na última década  e está a desafiar o dólar americano pela supremacia como a moeda de reserva mundial. Contra as nove principais moedas nos últimos 10 anos, em média o ouro apreciou 15,25% e a prata 20,4% por ano.

Poderemos assistir a períodos de subidas dramáticas nos metais preciosos. Os cisnes negros podem aparecer em breve.

Os próximos anos vão ser bons para quem tem metais preciosos. Segundo a minha análise, a médio e longo prazo, o ouro e a prata vão continuar a valorizar. No curto prazo poderemos assistir a algumas correções.

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