Facebook BI

Segunda-Feira,�25 deSetembro,�2017
Cautela nas Bolsas - NL BonsInvestimentos Jan 2011

Newsletter BonsInvestimentos.com
Revelando os Bons Investimentos nos mercados financeiros

Vol. 7 - Edição 1
Janeiro de 2011

 

As Bolsas em 2010


Os índices bolsistas dos EUA terminaram 2010 com ganhos.

O Dow Jones terminou nos 11.577 pontos, a ganhar 11% desde o início do ano e  com metade dos ganhos no último mês, com uma subida de 5,2% em Dezembro.

O Standard & Poors 500 fechou nos 1.257 pontos, uma valorização anual de 13% e mensal de 6,5%. Este foi o seu melhor Dezembro em 19 anos.

O Nasdaq Composite encerrou nos 2.652 pontos, uma subida anual de 17%.

O PSI-20 terminou 2010 nos 7.588 pontos, uma queda de 10,34%. No ano anterior tinha valorizado 33,45%.

 

Currency Central Bank Rate
audaud 4.75%
nzdnzd 3.00%
eureur 1.00%
gbpgbp 0.50%
cadcad 1.00%
usdusd 0.25%
chfchf 0.25%
jpyjpy 0.10%

Os bancos centrais estão a aguentar as taxas de juro que reduziram aos minimos de décadas para tentar enfrentar a crise. A Reserva Federal Americana, tem a taxa dos fundos federais nos 0,25%. O BCE tem a taxa de juro em 1%. Segundo a minha análise a margem de manobra nas taxas está esgotada, a partir daqui a tendência é de subida provavelmente a ter início já em 2011.

 

The Big Picture - Janeiro 2011


Os índices bolsistas americanos e as matérias primas subiram em 2010.

A Reserva Federal Americana (Fed) e o BCE têm monetizado a dívida para resgatar os governos, a banca e as bolsas. Esta injeção de dinheiro massiva através das operações POMO nos EUA, em que estão a ser efetuadas várias compras de biliões de dólares desde Setembro alimentaram as subidas das bolsas e das matérias-primas.Os preços continuam a subir, a Europa está a seguir por um caminho semelhante criando quantidades massivas de dinheiro. Os metais preciosos beneficiaram, com o Ouro a atingir novos máximos acima dos $1.400 e a Prata dos $30.

É importante notar que o final dos estragos não está à vista. Atirar triliões de dólares e euros para os problemas, não os resolve e neste caso só os vai piorar a médio prazo. Triliões de dólares e euros de riqueza foram destruidos e os governos continuam a proteger o sector financeiro.

O preço das matérias primas, em particular as agrícolas e energia, irão subir em 2011, o que vai asfixiar ainda mais os orçamentos para aqueles que ainda têm empregos. Iremos assistir a uma deterioração crescente do poder de compra dos consumidores.

Nos EUA e na Europa considerando o que tem sido feito ao longo de muitos anos, podemos esperar uma continuação da despesa fiscal e maiores injeções de dinheiro e crédito na economia. Isto vai levar a um aumento da inflação o que pode levar à hiper inflação.O poder de compra continua a ser esmagado de dois lados, pela via fiscal e pela inflação.

A única maneira de se proteger contra a inflação é comprar ouro e prata.

As empresas e os empregos já cairam brutalmente e acredito que a situação ainda vai piorar bastante mais.


 

Abaixo podem ser vistas as exposições mútuas de dívida dos PIGS e assim o verdadeiro e mais importante motivo dos pacotes de salvamento -> salvar os bancos, e quais são os dois países que têm as maiores exposições da dívida a estes países?

 

 

Exposição a Espanha
Alemanha – $216.6 biliões
França – $201.3 biliões
Inglaterra – $136.5 biliões
EUA – $172.8 biliões

Exposição a Irlanda
Alemanha – $186.4 biliões
França – $77.3 biliões
Inglaterra – $187.5 biliões
EUA – $108.3 biliões
Espanha – $17.7 biliões

Exposição a Portugal
Alemanha – $44.3 biliões
França – $48.5 biliões
EUA – $35.6 biliões
Espanha – $98.3 biliões

Exposição a Grécia
Alemanha – $65.4 biliões
França – $83.1 biliões
EUA – $36.2 biliões

 

É de notar que a Espanha que precisa de ser resgatada, tem uma exposição de $98,3 biliões a Portugal (que provavelmente é o próximo na linha para ser resgatado) e $17,7 biliões de exposição à Irlanda (resgate em curso).

Espanha e Irlanda são os grandes aqui, mas é tudo uma confusão. A tabela acima explica o pânico no BCE e UE para conter esta confusão. Contudo, é demasiado tarde. A grande questão é, quando é que isto rebenta?

O gráfico mostra o que se passa mesmo na Europa, não é a Alemanha e a França a quererem ajudar a Irlanda e a Grécia (e eventualmente Portugal e Espanha). Não são bonzinhos. O que estão preocupados é que os bancos deles vão à falência.

 

Foi tomada a decisão de sacrificar o dólar americano e estimular as bolsas. O plano vai falhar e está a destruir a economia de várias formas. A minha análise aponta para que as bolsas vão cair nos próximos meses apesar dos estímulos.




Fonte:


Os preços das matérias primas têm subido significativamente nos ultimos meses e a inflação real é muito superior à oficial.

Há uma década que o Ouro e a Prata continuam a valorizar-se ano após ano.

 

Os Mercados Cambiais em 2010


Em 2010 o indíce do dólar americano, que representa um cabaz de seis moedas, fechou a subir 1,5% no ano, ficando por volta dos 79,02 pontos.


O Euro terminou por volta dos $1,3369. A moeda da União Europeia, registou uma desvalorização em 2010 de 7% face à moeda verde, após ter tocado num mínimo de 4 anos no início de Junho por volta dos $1,19.

Contra o iene japonês o dólar perdeu 12,7% em  2010 fechando por volta dos ¥81,24.

A moeda americana está em declínio e nos próximos anos vai deixar de ser a moeda de referência mundial. O indíce do dólar está por volta dos 80 pontos. O dólar americano está num rally de contra ciclo de curto / médio prazo, segundo a minha análise a tendência de queda a médio e longo prazo mantem-se. Nas próximas semanas o dólar pode apresentar alguma força.

 

 

Mais informações sobre os mercados cambiais em: Colapso do Dólar

 

Metais Preciosos em 2010


O Ouro e a Prata fecharam o ano a brilhar. O Paládio liderou os metais preciosos.

2010 Performance dos Preços dos Metais Preciosos


31 Dez, 2009 30 Dez, 2010 Variação Percentagem
Ouro $1,104.00 $1,410.25 $306.25 27.74%
Prata $16.99 $30.63 $13.64 80.28%
Platina $1,466.00 $1,730.00 $265.00 18.08%
Paládio $402.00 $791.00 $389.00 96.77%

O Cobre para entrega em Março fechou , nos $4,47 por libra. O cobre ganhou 33% no ano.

O Paládio para entrega em Março, fechou nos $803,3 por onça, um novo máximo de 10 anos para o metal. Em 2010 ganhou 96%.

A Platina para entraga em Janeiro, fechou nos $1773,30 por onça. Valorizou 21% em 2010.

Os metais preciosos podem pontualmente assustar os investidores tanto como entusiasmam, mas segundo a minha análise a tendência de médio e longo prazo é de subida.


Mais informação sobre o Ouro e Prata em: Entrevista GATA

 

O contrato de Ouro para entrega em Fevereiro na divisão Comex da New York Mercantile Exchange, terminou o mês nos $1.421,40 por onça. Os futuros acabaram a subir 2,5% em Dezembro e por volta de 28% em 2010.

A minha análise aponta para o Ouro acima dos $1800 por onça nos próximos 12 meses. Quando este nivel for ultrapassado o Ouro poderá dirigir-se a médio prazo para cima dos $2500 por onça.

Mais informações sobre a ascensão do Ouro em: Venderam-se os Anéis

 

A Prata para entrega em Março, terminou nos $30,94 por onça, um novo máximo dos últimos 30 anos. Em 2010 ganhou mais de 80%.

A minha análise aponta para a Prata acima dos $40 por onça nos próximos 12 meses. Quando este nivel for ultrapassado a Prata irá dirigir-se no médio prazo para cima dos $50 por onça.

 

Mais informações sobre a ascensão da Prata em: A Prata vai ser Ouro

 

A Energia em 2010


O preço do Petróleo crude West Texas na New York Mercantile Exchange para entrega em Fevereiro fechou o mês  nos $91,38 por barril. Em 2010 ganhou 15%.

Segundo a minha análise em 2011 o Petróleo pode passar novamente os $100, sendo que nos próximos 24 meses podem ser atingidos novos máximos de sempre. O crude está numa tendência de subida a longo prazo.

O contrato de Gás Natural para entrega em Fevereiro fechou nos $4,41 por milhões de BTUs (British Thermal Units) na Nymex. No ano fechou a cair 21%.

Segundo a minha análise a médio e longo prazo a tendência do Gás Natural é de subida.

 

Fonte: International Energy Agency

 

Publicado no Diário Económico de dia 3 de Janeiro 2011

diario-economico

Cautela nas Bolsas em 2011

Por André Ribeiro


No final de 2010 os futuros do indíce S&P 500 atingiram os 1251 pontos, incorporando as melhores estimativas de uma recuperação da economia em 2011. Nos últimos 21 meses este índice valorizou 85% recuperando cerca de 63% do colapso do máximo de 9 de Outubro de 2007 ao mínimo de 9 de Março de 2009.

Nas projecções para 2011 da revista Barron’s todos os analistas apresentam perspectivas positivas. Mas vejamos o contexto actual. Um facto inegável é que o sistema que provocou a crise financeira continua em funções e insolvente, apenas lhe foram lançados mais uns dólares e euros em cima para se aguentarem uns tempos.

A euforia nas bolsas é oficial, de acordo com a AAII Sentiment Survey de 23 de Dezembro, a percentagem de bulls é agora de 63,28% o valor mais alto desde Novembro de 2004, enquanto que o sentimento bearish é de apenas 16,41% o valor mais baixo desde Novembro de 2005. Os fundos de investimento nos EUA estão há 33 semanas consecutivas a retirar dinheiro das bolsas. O indíce da volatilidade, o VIX atingiu niveis abaixo dos 17, que é um sinal de grande confiança e complacência e portanto ausência de medo. As estocásticas mensais e semanais estão em níveis extremamente elevados. Muitas das maiores quedas nos últimos anos deram-se com estes indicadores nos níveis extremos em que estão agora. Sugere-se portanto muita cautela nas bolsas. É preciso estar atento, pois é provável que o próximo ano traga um aumento da volatilidade, o que se traduzirá em oscilações fortes e rápidas nos preços.

Em termos reais, valorizadas em ouro, as bolsas têm estado a afundar-se há uma década e a minha análise aponta para que essa tendência vai continuar. No ano 2000 eram necessárias mais de 40 onças de ouro para comprar o indíce Dow Jones, agora essa compra pode ser feita por pouco mais de 8 onças de ouro. Os analistas que acreditam na subida no ouro pensam que esse rácio pode ir para os 1:1, ou seja, 1 onça de ouro a valer o mesmo que o Dow Jones. As injecções massivas de moeda estão a gerar inflação que também tem levado a novos níveis recorde nas matérias-primas.

A médio e longo prazo os investidores podem continuar a proteger-se da inflação crescente estando em activos que se valorizam em ambientes inflacionistas. Os metais preciosos, em particular o ouro e a prata são dos veículos mais directos para materializar o que considero serem bons investimentos. A continuarem a tendência da última década o ouro e a prata continuarão a estabelecer novos máximos.

 

 

 

 

 

AVISO: A informação contida neste website foi obtida de fontes consideradas credíveis, contudo não há garantia da sua exactidão. As opiniões aqui expressas são-no a titulo exclusivamente pessoal. Devido à variação dos objectivos de investimento individuais, este conteúdo não deve ser interpretado como conselhos para as necessidades particulares do leitor. As opinões expressas aqui são parte da nossa opinião nesta data e são sujeitas a alteração sem aviso. Qualquer acção resultante da utilização da leitura deste comentário independente do mercado, é da exclusiva responsabilidade do leitor.