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Inflação em Alta - NL BonsInvestimentos Mar 2011

Newsletter BonsInvestimentos.com
Revelando os Bons Investimentos nos mercados financeiros

Vol. 7 - Edição 3
Março de 2011

 

As Bolsas em Fevereiro de 2010

Os índices bolsistas dos EUA terminaram Fevereiro registando o seu terceiro mês de ganhos.

O Dow Jones terminou nos 12.226 pontos, a ganhar 2,8% no mês.

O Standard & Poors 500 fechou nos 1.327 pontos, uma valorização mensal de 3,2%.

O Nasdaq Composite encerrou nos 2.782 pontos, uma subida em Fevereiro de 3%.

O PSI-20 terminou Janeiro nos 7.995 pontos, uma subida de mais de 2%, a bolsa de Lisboa já sobe mais de 9% desde Novembro.

 


Currency Central Bank Rate
audaud 4.75%
nzdnzd 3.00%
eureur 1.00%
gbpgbp 0.50%
cadcad 1.00%
usdusd 0.25%
chfchf 0.25%
jpyjpy 0.10%

Os bancos centrais estão a aguentar as taxas de juro que reduziram aos minimos de décadas para tentar enfrentar a crise. A Reserva Federal Americana, tem a taxa dos fundos federais nos 0,25%. O BCE tem a taxa de juro em 1%. Segundo a minha análise a margem de manobra nas taxas está esgotada, a partir daqui a tendência é de subida provavelmente a ter início já em 2011.

 

 

The Big Picture - Março 2011


Os índices bolsistas americanos subiram pelo terceiro mês consecutivo em Fevereiro. O ouro valorizou para muito próximo dos seus máximos de sempre e a prata fechou em máximos de 30 anos. O dólar caiu e o crude west texas tocou os $100.

As injecções de liquidez dos bancos centrais estão a traduzir-se em inflação crescente.



O mundo está inundado de dólares americanos e isso está a refletir-se no indíce do dólar o USDX, que representa as seis principais moedas versus o dólar.

As moedas de papel continuam a deteriorar-se face ao ouro e prata a um ritmo crescente, como a supressão do preço dos metais preciosos a ser conquistada.

A dívida e a inflação vão gerar mais tensões, à medida que vamos avançando. Os governos sabem que têm de cortar na Segurança Social e retirar benefício não induz confiança nos cidadãos. Ainda aí vêm mais cortes.

As taxas de juro estão a começar a sua escalada devastadora no futuro, que será acompanhada por uma queda do dólar e mais subidas nos metais preciosos.

É difícil fazer projeções para o futuro, porque não sabemos onde irão as taxas de juro. É provável que subam e bastante, vai chegar o momento em face à inflação fora de controlo em que será impossível manter as taxas de juro em niveis historicamente baixos como estão. Já estamos a assistir ao levantar de algumas taxas, como em Portugal.

As taxas mais altas, que são inevitáveis, vão gerar o caos nos orçamentos dos governos endividados e nos juros que têm que pagar. Em muitos deles, o aumento dos impostos e o corte do défice, apenas servem para atenuar o ritmo de crescimento da dívida.

Com taxas de juro altas, o sector financeiro terá problemas, nomeadamente os bancos, os hedge funds e os fundos de private equity. O custo dos empréstimos e da alavancagem será proibitivo. Assistiremos a muitas falências. Haverão semelhanças com o início dos anos 1930, com o aumento do ouro e da prata e um colapso total nos padrões de vida.

Fonte: Dow Theory Letters


Fonte: Domhoff

Poucos se apercebem do que está a acontecer, mas estamos a viver no colapso dos sistemas monetários fiduciários, ou seja, baseados na confiança.

O Ouro tem estado a subir de preço na última década  e está a desafiar o dólar americano pela supremacia como a moeda de reserva mundial. Contra as nove principais moedas nos últimos 10 anos, em média o ouro apreciou 15,25% e a prata 20,4% por ano.

Poderemos assistir a períodos de subidas dramáticas nos metais preciosos. Os cisnes negros podem aparecer em breve.

Os próximos anos vão ser bons para quem tem metais preciosos. Segundo a minha análise, a médio e longo prazo, o ouro e a prata vão continuar a valorizar. No curto prazo poderemos assistir a algumas correções.

 

O Forex em Fevereiro de 2011

Em Fevereiro o indíce do dólar americano, que representa um cabaz de seis moedas, fechou a cair 1,1%, ficando por volta dos 76,75 pontos. Desde o início do ano perdeu 2,7%.


O Euro terminou por volta dos $1,3804. A moeda da União Europeia, registou uma valorização em Fevereiro de 0,6% face à moeda verde.

A Libra terminou por volta dos $1,6094 face ao dólar, uma subida de 1,4% no mês.

Contra o iene japonês o dólar valorizou ligeiramente em Fevereiro fechando por volta dos ¥81,78.

A moeda americana está em declínio e nos próximos anos vai deixar de ser a moeda de referência mundial. O indíce do dólar está por volta dos 77 pontos. Segundo a minha análise a tendência de queda a médio e longo prazo mantem-se. Nas próximas semanas o dólar pode apresentar alguma força.

 

Mais informações sobre os mercados cambiais em: Colapso do Dólar

 

Metais Preciosos em Fevereiro 2011

O Ouro e a Prata fecharam Fevereiro com um rally.

O Cobre para entrega em Março fechou , nos $4,48 por libra. No mês variou pouco a cotação do cobre.

O Paládio para entrega em Março, fechou nos $797,65 por onça, recuou em Fevereiro, após ter feito máximos de 10 anos.

A Platina para entrega em Abril, fechou nos $1809,20 por onça. Valorizou 0,5% no mês.

Os metais preciosos podem pontualmente assustar os investidores tanto como entusiasmam, mas segundo a minha análise a tendência de médio e longo prazo é de subida.


Mais informação sobre o Ouro e Prata em: Entrevista GATA

 

O contrato de Ouro para entrega em Abril na divisão Comex da New York Mercantile Exchange, terminou o mês nos $1.409,90 por onça. Os futuros acabaram a subir 6%.

A minha análise aponta para o Ouro acima dos $1700 por onça nos próximos 12 meses. Quando este nivel for ultrapassado o Ouro poderá dirigir-se a médio prazo para cima dos $2500 por onça.

Mais informações sobre a ascensão do Ouro em: Venderam-se os Anéis

 

A Prata para entrega em Maio, terminou nos $33,82 por onça. Foi o seu melhor fecho desde Março de 1980, quando ultrapassou os $50.

A minha análise aponta para a Prata acima dos $40 por onça nos próximos 12 meses. Quando este nivel for ultrapassado a Prata irá dirigir-se no médio prazo para cima dos $50 por onça.

 

Mais informações sobre a ascensão da Prata em: A Prata vai ser Ouro

 

A Energia em Fevereiro de 2011

O preço do Petróleo crude West Texas na New York Mercantile Exchange para entrega em Abril fechou o mês  nos $96,97 por barril, o seu valor máximo desde Outubro de 2008. Em Fevereiro ganhou 5%.


Segundo a minha análise em 2011 o Petróleo pode passar novamente os $100, sendo que nos próximos 18 meses podem ser atingidos novos máximos de sempre. O crude está numa tendência de subida a longo prazo.

O contrato de Gás Natural para entrega em Abril fechou nos $4,03 por milhões de BTUs (British Thermal Units) na Nymex. No mês fechou a cair 9,5%.

Segundo a minha análise a médio e longo prazo a tendência do Gás Natural é de subida.

 

Publicado no Diário Económico de dia 28 de Fevereiro 2011

Volatilidade e Inflação em alta nos mercados

Por André Ribeiro


A tendência intermédia do S&P 500 tem sido positiva desde a primeira semana de Setembro de 2010. A 18 de Fevereiro fez finalmente um topo, duplicando o seu valor do mínimo de 9 de Março de 2009. As próximas semanas dirão se este foi o topo final deste ‘rally’ do ‘bear market’.

Se observarmos apenas os ‘media’, pensaríamos que o S&P 500 estaria em novos máximos, na realidade está quase no mesmo nível que estava há 10 anos, mas entretanto houve imensa inflação nesse período. Ou seja, em termos reais as bolsas estão negativas.

Os mercados estão a enfrentar altos riscos globais, o imobiliário continua com problemas e o emprego não cresce. A dívida continua em níveis elevados e a poupança é reduzida.

O índice da volatilidade, o VIX, deu um salto, após ter feito novos mínimos multianuais no início de Fevereiro. Depois de muita complacência e optimismo o nervosismo regressa aos mercados.

A grande recessão global está a caminho de se tornar a segunda grande depressão.

O ‘rally’ das bolsas europeias e americanas foi alimentado pela criação de dinheiro dos bancos centrais, é por isso artificial e vai acabar mal. Foi o que aconteceu com as injecções de liquidez anteriores, nos anos 1990 que acabaram com o colapso da bolha tecnológica de 2000, com a bolha no imobiliário, que ainda está a desinchar, e a bolha da dívida que continua.

A criação massiva de dinheiro está também a levar ao disparo dos preços das matérias-primas e à inflação crescente. Estamos a assistir a uma explosão dos preços dos metais, energia e matérias-primas agrícolas. O petróleo está de regresso aos três dígitos, o açúcar está em máximos de 30 anos, o algodão e o milho fizeram novos máximos de sempre.

Em Fevereiro a prata atingiu novos máximos de 30 anos, ultrapassando os 34 dólares por onça e duplicando o seu preço de um ano antes. O ouro também tem tido enorme procura, servindo como refúgio contra a inflação e a instabilidade internacional.

O preço do ouro e da prata foi suprimido durante muitos anos através de vendas de grandes bancos nos mercados derivados, agora finalmente a oferta de papel dos manipuladores está a ser conquistada. A prata continua a ter enorme procura industrial, não há substitutos e as reservas estão esgotadas. Acrescente-se a procura para investimento que está a disparar e temos a fórmula para preços cada vez mais altos.

As matérias-primas continuam a apresentar muitas oportunidades interessantes, tendo atenção a volatilidade e aproveitando momentos de correção para comprar, estes podem continuar a ser bons investimentos.

 

 

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