Facebook BI

Sábado,�25 deNovembro,�2017
Fim do Euro? - NL BonsInvestimentos Dez 2011

Newsletter BonsInvestimentos.com
Revelando os Bons Investimentos nos mercados financeiros

Vol. 7 - Edição 7
Dezembro de 2011

 

As Bolsas em Novembro de 2011

Os índices bolsistas dos EUA terminaram Novembro registando pequenas variações mensais em relação ao que tinham a poucos dias do fim do mês, graças à intervenção dos bancos centrais no final do mês que "salvou" de novo o mundo, pelo menos por umas semanas.

O Dow Jones terminou nos 12.045 pontos, fazendo uma recuperação muito forte no final do mês, registando um ganho de 0,8% em Novembro, após ganhos de 9,5% em Outubro.

O Standard & Poors 500 fechou nos 1.246 pontos, uma desvalorização mensal de 0,5%.

O Nasdaq Composite encerrou nos 2.620 pontos, caindo 2,4%.

Performance Semanal das bolsas internacionais em Novembro de 2011

O PSI-20 acabou por perder 5,69%, terminando Novembro nos 5.536,32 pontos. Este é o nono mês consecutivo de quedas no índice, culminando assim no pior ciclo de quedas mensais desde que o PSI-20 existe (1993).

Juro do Banco Central
Divisa
audaud 4.75%
nzdnzd 2.50%
eureur 1.25%
gbpgbp 0.50%
cadcad 1.00%
usdusd 0.25%
chfchf 0%
jpyjpy 0.10%

Os bancos centrais estão a aguentar as taxas de juro que reduziram aos minimos de décadas para tentar enfrentar a crise. A Reserva Federal Americana, tem a taxa dos fundos federais nos 0,25% e o BCE tem a taxa de juro em 1,25% e vão ter inevitavelmente de começar a subir as taxas. Segundo a minha análise a margem de manobra nas taxas está limitada, a partir daqui a tendência é de subida.

 

The Big Picture - Dezembro 2011

Os índices bolsistas americanos tiveram fortes quedas no início de Novembro mas depois recuperaram espetacularmente no final do mês com mais intervenção dos bancos centrais. O Ouro subiu e a Prata caiu. O dólar subiu, ajudado pelos problemas da zona euro e o crude west texas trepou novamente para cima dos $100.

A pergunta do momento é: o Euro vai colapsar? A resposta é sim e não.

Os mercados continuam a oscilar ao sabor de noticias e rumores sobre a zona euro. Os governos na Itália e Grécia foram substituidos por tecnocratas, lá se foi a democracia, estes novos governos não foram eleitos. É mais um passo para as ditaduras completas.

Pelo que se viu no final de Novembro a Reserva Federal Americana não quer deixar Euro colapsar. Porquê? Porque os EUA, ou seja, o dólar vai logo atrás. Assim há que continuar com o jogo. Pode parecer que os EUA resgataram a Europa, mas o que se trata é de continuar a desvalorizar o dólar americano.

Basicamente vai ser criada mais dívida (que é o problema) atravé do BCE, dando aos bancos da zona euro acesso directo a dólares. Mais liquidez, um subterfúgio de curto prazo para forçar a continuidade, mas que não só engana, como será prejudicial a longo prazo.

A dívida é a droga e os banqueiros (banksters) são os dealers. Quem protestar fica sem a sua dose.

Há uma série de acordos secretos e movimentações atrás dos panos que não estão a ser revelados ao público, isso já acontece há vários anos, com a Fed a comprar dívida europeia para aguentar a zona euro.

É provavel e cada vez mais admitido que uma parte ou todos os países PIIGS deixem o euro e regressem às suas moedas, ficando o euro só para os países mais ricos. Portugal é dos primeiros na linha. Outro cenário também na mesa é o fim completo do euro, o que irá acontecer eventualmente tal como aconteceu com todas as moedas de papel na história, quanto tempo vai demorar é a incógnita.

Estas manipulações e obscuridade dos políticos com estas medidas só confunde o público. Não há coordenação, só confusão, o que gera ainda mais desconfiança. Como temos escrito aqui ao longo dos últimos anos, estão todos falidos e qualquer tipo de reorganização demorará anos para ser executada. Não podem fazer o que tem e deve ser feito poque isso significaria perda do controlo e isso é chave para as elites. Se fizerem o que tem e deve ser feito, o público irá descobrir o que tem sido feito e vai muita gente para deveria estar, para a prisão.

O problema da dívida continua porque não pode ser paga e é um evento sistémico. Não importa a quantidade de divida adicional que se crie, não vai resolver nada. Podemos esperar que os governos continuem a fazer intervenções, porque é só o que sabem fazer é criar dívida e que cada vez isso funcione menos e durante menos tempo, que é o que tem estado a acontecer.

As posições curtas em euro estão em níveis históricos e isso ajuda a provocar fortes subidas para forçar o fecho de posições.

O forex é o maior mercado do mundo e controla os restantes. Independentemente do cenário de curto prazo no início de 2012 as bolsas vão partir os mínimos de 2011 e visitar niveis bastante abaixo.


Uma das maneiras de entender a instabilidade na UE, é o modelo pós-colonial. As características de um modelo colonial de capitalismo são:

1. Baixo custo do trabalho e materiais de baixo valor da periferia (colónias) para o Império (centro), que transforma e exporta bens com alto valor acrescentado e altos lucros de volta para as colónias.

2. As colónias têm que comprar os bens de alto valor, com crédito que é emitido e controlado pelo centro do Império.

Isto faz lembrar a relação da Alemanha e a periferia da Europa? O euro cimentou esta co-dependência: a Alemanha tinha a produção mais eficiente e assim que o euro fez subir o custo de produção nas nações periféricas, então ficou claro que a vantagem de custos da Alemanha se tornou imbatível. Na realidade o euro baixou o custo de produção na Alemanha em termos cambiais, enquanto que aumentou o custo das nações periféricas que antes podiam controlar o seu custo de produção através de desvalorizações das suas moedas.

O resultado das continuas manipulações vai ser inflação, hiper-inflação e preços mais altos no Ouro e na Prata.

Este movimento em direcção a hiper-inflação, provavelmente em 2014 ou 2015, com o Petróleo acima dos $200, envolve não só a destruição do dólar americano e do euro, mas de alguma forma (como tem acontecido nos últimos dez anos) de todas as moedas de papel face ao Ouro e à Prata. Acredito que o investidor deve ter os seus bens em activos ligados ao ouro e à prata e o mínimo possivel em qualquer moeda de papel. Se tiver que manter-se em moedas de papel, pode ficar com o Franco Suiço, que já não é o que era, mas é dos melhores entre os maus. As alternativas são a Coroa Norueguesa e os dólares canadiano e australiano.

Activos muito interessantes para comprar e investir a médio prazo, por se encontrarem em níveis muito baixos e com grande potencial de valorização, para além do Ouro e sobretudo a Prata, são a Platina e o Gás Natural, que estão a fazer o fundo nas próximas semanas e a minha análise aponta para fortes subidas nos próximos meses.

O Ouro corrigiu dos novos máximos históricos, acima dos $1900 e os 1300 euros por onça atingidos em Agosto e Prata está por volta dos $32 por onça, após ter chegado a tocar os $50 este ano. É uma correcção saudável neste bull market que já leva 11 anos, é a preparação para novas subidas e valores mais altos.

São os saldos e os investidores astutos vão aproveitar este período para comprar os metais preciosos e as acções mineiras. A Prata está a recuar e apanhar balanço para passar os $50 e começar a ter esse nivel como suporte em vez de resistência.

Podemos antecipar que os mercados vão continuar a registar volatilidade, com movimentos fortes e bruscos, com momentos de consolidação pelo meio. As macro tendências são as mesmas dos últimos 10 anos, bolsas em tendência descendente e metais preciosos em tendência ascendente.

Apenas ajustando pela inflação oficial desde 1980, o Ouro deveria estar nos $2500 por onça. Se utilizarmos os valores reais da inflação, então o Ouro devia estar pelos $8.700 por onça (ver gráfico).

Os próximos anos vão ser bons para quem tem metais preciosos. Segundo a minha análise, a médio e longo prazo, o ouro e a prata vão continuar a valorizar. No curto prazo poderemos assistir a algumas correções.

 

O Forex em Novembro de 2011

Em Novembro o indíce do dólar americano, que representa um cabaz de seis moedas, fechou por volta dos 78,34 pontos, uma subida de 2,9% no mês.

O Euro terminou por volta dos $1,3446. A moeda da União Europeia, fechou a cair 3% face à moeda verde.

Contra o iene japonês o dólar fechou Setembro por volta dos ¥77,53, uma queda de 0,3% em Novembro.

A moeda americana está em declínio e nos próximos anos vai deixar de ser a moeda de referência mundial. O indíce do dólar está por volta dos 78 pontos. Segundo a minha análise a tendência de queda a médio e longo prazo mantem-se, apesar de que nos próximos meses pode ter um rally.

Mais informações sobre os mercados cambiais em: Colapso do Dólar

 

Metais Preciosos em Novembro 2011

Umicore__silver_gold_bars.197193947

O Ouro e a Prata fecharam Novembro mistos.

Os metais preciosos podem pontualmente assustar os investidores tanto como entusiasmam, mas segundo a minha análise a tendência de médio e longo prazo é de subida.


Mais informação sobre o Ouro e Prata em: Entrevista GATA

 

O contrato de Ouro para entrega em Dezembro na divisão Comex da New York Mercantile Exchange, terminou o mês nos $1.745,50 por onça. Os futuros acabaram a ganhar 1,2% no mês. O máximo de sempre foi registado nos $1.917,30 durante o mês de Agosto.

O trambulhão de Setembro no ouro foi a sua maior queda mensal desde Outubro de 2008.

A minha análise aponta para o Ouro acima dos $2000 por onça nos próximos 9 meses. Quando este nivel for ultrapassado o Ouro poderá dirigir-se a médio prazo para cima dos $3000 por onça.

Mais informações sobre a ascensão do Ouro em: Venderam-se os Anéis

 

A Prata para entrega em Dezembro, terminou nos $32,73 por onça. Caiu 4,7% no mês.

A minha análise aponta para a Prata acima dos $50 por onça nos próximos 12 meses. Quando este nivel for ultrapassado a Prata irá dirigir-se no médio prazo para cima dos $90 por onça.

 

Mais informações sobre a ascensão da Prata em: A Prata vai ser Ouro

O Cobre para entrega em Dezembro fechou nos $3,56 por libra, fechando o mês a cair 1,9%.

O Paládio para entrega em Março, fechou nos $612,60 por onça, recuou 5,9% em Novembro.

A Platina para entrega em Janeiro, fechou nos $1560,80 por onça. Desvalorizou 2,9% no mês.

 

A Energia em Novembro de 2011

O preço do Petróleo crude West Texas na New York Mercantile Exchange para entrega em Janeiro fechou o mês nos $100,73 por barril. Em Novembro ganhou 7,7%.

Segundo a minha análise nos próximos 18 meses podem ser atingidos novos máximos de sempre no Petróleo, com os media a finalmente reconhecerem o Peak Oil. O crude está numa tendência de subida a médio e longo prazo.

O contrato de Gás Natural para entrega em Janeiro fechou nos $3,55 por milhões de BTUs (British Thermal Units) na Nymex. No mês fechou a cair 9,8%.

Segundo a minha análise a médio e longo prazo a tendência do Gás Natural é de subida.

 

 

Chris Martenson apresentação no Gold & Silver Meeting em Madrid

Neste video Chris Martenson "must see", autor do ‘The Crash Course’, explica porque é que os próximos 20 anos vão ser completamente diferentes dos últimos 20 anos. Esta apresentação ocorreu em Madrid dia 16 de Novembro e antes dela conversei com o Chris sobre o Ouro e Prata e a situação de Portugal.

Considero este video absolutamente essencial para quem quiser entender o que se está a passar no mundo e preparar-se.

Ele foca-se nos três "Es": Economia, Energia e Ambiente (Environment). Ele é da opiniçao que já não é possivel analisar nenhum destes tópicos separadamente um do outro.

Chris Martenson explica como funciona o crescimento exponencial e porque é tão assustador que a nossa economia esteja baseado nisso. Num exemplo claro ele ilustra como nem conseguimos imaginar a rapidez com que se acelera o crescimento no fim de uma curva exponencial, que é onde estamos no que toca à dívida, uso do petróleo e da água e extinção das espécies.

AVISO: A informação contida neste website foi obtida de fontes consideradas credíveis, contudo não há garantia da sua exactidão. As opiniões aqui expressas são-no a titulo exclusivamente pessoal. Devido à variação dos objectivos de investimento individuais, este conteúdo não deve ser interpretado como conselhos para as necessidades particulares do leitor. As opinões expressas aqui são parte da nossa opinião nesta data e são sujeitas a alteração sem aviso. Qualquer acção resultante da utilização da leitura deste comentário independente do mercado, é da exclusiva responsabilidade do leitor.